Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dia do Pai (2004)

(Fotografia de António Sequeira)


A vida tem tantos dias...
Vem um dia e outro vai...
Mas o dia de alegrias
É este Dia do Pai


Dizer Pai é dizer Bem
na vida que pouco dura...
Quem o tiver guarde-o bem
Encha-o de Paz e Ternura

E com a ajuda de Deus
Dê-lhe um pouco de Ventura!


Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2004  


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dia do Pai (2003)

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Nasce o Sol todos os dias
Vem um ano e outro vai
Nas festas e nas alegrias
Vem sempre o Dia do Pai!


Maria Helena Amaro
Inédito, março, 2003



domingo, 29 de julho de 2012

Parabéns II

(Fotografia de António Sequeira)


Não queiras pedir à Vida
mais daquilo que já tens
Alegria sem medida
Saúde, sonhos e bens!

Viver em Paz e sossego
teu desejo predileto...
Depois, surgiu a reforma
e o riso do teu neto...

Quem disse que o Amor morre,
não se vive, não se sente?
Quando ele é grande e nobre
Vive e dura para sempre.

O Pai nosso de cada dia
é o que peço ao Senhor.
Um pedaço de alegria
Uma mão cheia de Amor.

Maria Helena Amaro
(Dedicado ao Tono)
Inédito, 16/11/2002





sábado, 28 de julho de 2012

Batizado

(Ilustração de Maria Helena Amaro)



Pouse sobre ti a Mão de Deus
e te cubra de luz e de esplendor
Te encha a vida de Paz e de Amor
são votos do Avô e votos meus.

Ao nosso Amor chama-se afeto
À nossa ternura, aceitação.
Dentro de nós, no nosso coração
está Francisco Miguel, o nosso neto.





Maria Helena Amaro
(Dedicado ao neto Francisco Miguel)
Inédito, 23/10/2004

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Reunião de Curso - 2004

(Fotografia de António Sequeira)


Tão bonita
tão bonita
era aquela primavera
Um vestidinho de chita
e um sorriso catita
pendurado na janela

Era bela a nossa vida
sem revolta e sem maldade
um passeio na Avenida
um sonho de liberdade

Tão distantes
tão distantes
as nossas recordações
nosso tempo de estudantes
nossas gargantas cantantes
mão cheiinha de ilusões...

Agora que já  não temos
o fulgor da mocidade
quem fomos já não seremos
mas sempre recordaremos
o que deu felicidade

Vem refazer o percurso
numa romagem/saudade
Um grito... Um riso...Um soluço...
Um abraço de amizade
porque o curso, o nosso curso
é um curso sem idade.

Maria Helena Amaro
Inédito, agosto 2004.
    

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia da Mãe - 2004


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tão bonita
tão bonita
tão bonita a minha Mãe!
Com a blusa de chita,
de laçada tão catita,
que lhe ficava tão bem!

Minha Mãe
foi para o Céu
num dia quente de Verão.
Que grande mágoa, Deus meu,
que minha alma se perdeu
e com ela o coração...

Suave era o seu gosto
cheio de serenidade:
sempre encobria o desgosto
e se sorria, com gosto,
só demonstrava bondade.

Tão bonita
tão bonita
tão bonita a minha Mãe!
Tão ativa e expedita
que afastava a desdita
e nos punha todos bem.

Se tu soubesses, ó Mãe
as voltas que o mundo deu...
Gostava de te contar,
gostava de te falar
todo o tormento que é meu...

Fecho os olhos
cerro os olhos
e sempre, sempre te vejo
a dar a todos ternura,
e até na amargura
tinhas um gesto e um beijo...

Agora que não te vejo
alegre, entre os mortais,
fica comigo o desejo
d'escrever no meu solfejo
versos... versos...nada mais!


Maria  Helena Amaro
Inédito, julho 2004 



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Natal 2002

(Fotografia de António Sequeira)

É  no Natal
que descobrimos
que não existem distâncias
entre os que se amam...
Natais passados
Natais presentes
Natais que hão de vir...
Saudade que vai
Saudade que vem
Saudade que fica...
a sorrir!


Maria Helena Amaro 
Inédito, dezembro, 2002

terça-feira, 24 de julho de 2012

Parabéns

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Falar de parabéns
sem poesia
é como receber
a luz do dia
sem alegria e cor...

Por isso
aqui ficam nestes versos
os parabéns expressos
em mensagem de Amor:

"Que a vida
seja sempre uma estrada florida
de luz e de esplendor
sem preço e sem medida!

Maria Helena Amaro
Inédito, 15/01/2006
Dedicado à Lola

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Carmo

(Fotografia de António Sequeira)


Foste embora
Sem dizer adeus...
Deixaste connosco
a tua voz
o teu sorriso
o teu modo de ser
e de pensar....

Não ouvirei jamais
a tua voz num jeito de cantar
o teu sorriso num jeito de dizer
o teu modo de ser
e de pensar...

Até um dia! Carmo, até um dia
todas as dores serão aleluia
sem choros, sem gritos, sem penas...
Até um dia! 


Maria Helena Amaro
Inédito, julho, 2006

domingo, 22 de julho de 2012

Minha Mãe

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Minha Mãe tinha nos olhos
O raiar da eternidade
Mesmo no meio de escolhos
de amargura, tanta aos molhos
não demonstrava maldade.



Maria Helena Amaro
Inédito, 2004(?)




sábado, 21 de julho de 2012

Paz


(Fotografia de António Sequeira)


Cada um e cada qual
julga ter sempre razão.
Não é por bem, nem por mal
É apenas... Discussão!

Se a Escola é o recanto
feito de mil cores e sons
porque discutimos tanto,
se todos somos tão bons?

Paremos com desacatos.
Não há menos...nem há mais...
Não há cisnes...nem há patos
Somos diferentes/iguais 


Maria Helena Amaro

Inédito, julho, 1990.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Versos Soltos

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Trouxe no colo um punhado de rosas
para ofertar a quem me desse risos,
primaveras, poemas, paraísos,
nas horas sombrias, dolorosas.

Trouxe nos olhos paisagens radiosas
em telas róseas que desenhei no vento
em pinceladas de sonho primorosas
em que usei minhas asas de talento.


Maria Helena Amaro
Inédito, sem data (2006?) 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Filhos (dedicatória)



(Fotografia de António Sequeira)


São os filhos riquezas emprestadas
que Deus põe na rota desta vida
Rendas de Amor que nunca estão saldadas
Cadeias de oiro sem conta e sem medida.

Por isso é que a Vida se festeja
entre dois risos e duas gargalhadas
Ter filhos, então, é ser Mãe benfazeja
E fazer anos connvosco de mãos dadas.


Maria Helena Amaro
Inédito, 20/04/2001

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Gaivota

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Na tua vida
serei sempre
aquela gaivota sem destino
que se aninhou no teu colo vazio...

Fugi à tempestade
À trovoada
ao frio...

Fiquei no teu regaço
recostada
a olhar a vida por uma nova estrada
de risos e flores ornamentada...
Agora
que te queres ir embora
que faço
que faço eu
sem o teu colo
sem o aconchego do teu braço?

Maria Helena Amaro
Inédito, julho, 2006

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vai (À Lola)

(Fotografia de António Sequeira)


Vai pela vida
com um ramo de rosas
na mão
e um punhado de risos
nos olhos...
Não te detenhas
perante o desamor...
A vida és tu
noite, sal, calmia,
tempestade...
A vida és tu
sem dor e sem idade.

Maria Helena Amaro
Inédito, 16/01/2007

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dia de Aniversário

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Em Terras de Lamaçães
mora o nosso Francisquinho
Que está de parabéns
por fazer mais um aninho

São festas de muito afeto
não é festejar demais
Que as «festas» do nosso neto
São «festas especiais»


Maria Helena Amaro
Inédito, 23/02/2006

domingo, 15 de julho de 2012

Dia de Anos

(Fotografia de António Sequeira)

Neste caminho de vida que percorro
nesta vereda enfeitada de afetos
Onde canto, danço, salto, corro 
comigo de mão dada vão meus netos

Nesta hora de festa e de alegria
queria ser viola, lira, harmónio
para cantar, num hino de harmonia
os parabéns ao neto Pedro António.

Meu menino, minha joia, minha flor
Meu diamante, minha cor de açucena
aceita estes versos escritos com Amor
da tua «margarida» avó Helena.


Maria Helena Amaro
Inédito, Outubro 2005.  


sábado, 14 de julho de 2012

Retrocesso

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Ao lembrar anos passados
que me fizeram chorar...
Sinto morrer aos bocados
e não vou ressuscitar.

Ruas estreitas da vida
filhas do Sol pardacento
em que sofri escondida
sem gritar e sem lamentos

De vez em quando, fantasmas
me vêm atormentar,
cinzas negras de outras chamas,
que eu não quero atear.

Lá vou descalça na vida,
vestidinha de farrapos
a alma toda encolhida
embrulhada nos meus trapos.

Vem o sol a despontar
trazer-me alegria aos molhos.
Mas eu não quero chorar
e fecho, de manso, os olhos.

Se cheguei, já não estou...
se estou, quero ir embora.
Só Deus sabe quem sou...
E, então, porque demora?

Maria Helena Amaro
Inédito, setembro, 2005

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Convite - Renião de Curso (junho, 2006)

(Fotografia de António Sequeira)


Abre a porta
anda d'ai
vem connosco recordar
Há sorrisos e abraços
e há estreitos laços
que nós queremos renovar.

Não fiques no limiar
da tristeza e da saudade
Vem connosco relembrar
os tempos da mocidade
que passou sem nos levar...

Há um estranho bailado
nas ruas do nosso rosto
São lembranças de um passado
por todos nós recordado
vivido com tanto gosto

Vem d'ai
mais uma vez
de tantas vezes sem conta
nesta data prometida.
Alegres demos as mãos
sem adeus, sem despedida,
pois seremos toda a vida
tão amigos como irmãos.

Maria Helena Amaro
Inédito, março, 2006

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma Promessa

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ficou uma promessa por fazer
Ficou uma jura por cumprir
Ficou uma palavra por dizer
Ficou um sorriso por sorrir...

Ficou um grande sonho por viver
Ficou uma aliança no porvir
Ficou o que hoje tens sem o saber
Ficou uma mensagem que há de vir

Ficou o que ficou e nada tens
Ficou o que ficou e nada és
Ficou o que ficou em desventura

Ficou o que ficou sem parabéns
Ficou o que ficou e se desfez
Ficou o que ficou em amargura...

Maria Helena Amaro
Inédito, julho 2005

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Minha Mãe

(Fotografia de António Sequeira)


Tu lias
e sorrias
e lias...
Era assim que mostravas
como gostavas
dos meus estranhos versos...
Alguns não entendias
mas lias e sorrias...


Se falavam de amor
tu olhavas e vias
no meu olhar parado
uma ponta de dor...

Tu lias
e sorrias
tu sorrias
e lias...
E sempre me dizias:
«Continua
Sê alto, por favor!»

Tu rias
e sorrias...
Tu sorrias
e lias...

Que faço eu dos versos
que não chegaste a ler?
Faltas-me tu
para ler e sorrir
para sorrir e ler...

Minha Mãe, minha musa
minha estrela...
Mesmo quando lias
e não entendias
tu vias
e sorrias
pois sabias meu intenso amor!

Maria Helena Amaro
Inédito, junho, 2005

terça-feira, 10 de julho de 2012

Despedida II

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Anda a morte rondando a minha porta
promovendo a paz e o descanso
tornando o meu olhar sereno e manso
dizendo que estou velha, que estou morta.

Anda a morte rondando a minha rua
falando de adeus e despedida
mas eu festejo com alegria a Vida
e prefiro o Sol à luz da lua

Anda a morte rondando o meu estar
falando do passado sem falar
promovendo o ceú da eternidade

Eu estou viva, assim quero ficar
e se ela me vier atormentar
digo que não... que não... não tenho idade.

Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2005



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Primavera sem flores

(Fotografia de António Sequeira)


Passo por cima das dores
como não fossem minhas
faço delas um bando de andorinhas
que esvoaça num campo sem flores.
Procuro o sol
em cada madrugada,
em cada madrugada friorenta
e o sol não responde
não diz nada.
Apenas surge de forma muito lenta.
Chegou a Primavera
e não chegou.
Parece triste, parada, sonolenta.
Vem com chuva, vai com sol
na tarde tão cinzenta
e eu com ela vou
com ela estou
de Alegria sedenta.


Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2005 

domingo, 8 de julho de 2012

Dia da Mãe

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


De repente
deixo de ter razão
de procurar saber
e encontrar
aquilo que não sou...

De repente
encho-me de alma
de dor de lassidão
e eu não sei
onde vai acostar
este meu coração...
 
 
De repente
no meio dos outros
sou toda solidão...
Só Deus pode povoar
este caminho
e embalar-me num canto de promessa
de Paz e de Carinho.

Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2005.

sábado, 7 de julho de 2012

Solidão IV

(Fotografia de António Sequeira)

O meu projeto de vida está no fim
de quimeras, sonhos e afetos.
Não sei se poderei viver assim
confinada aos carinhos de meus netos.

Outros sonhos, sonhei, outras paragens,
mundo fora em busca de ventura,
fiz em sonhos de luz grandes viagens
em busca dum punhado de ternura.

Muitas vezes a meio da jornada
abandonei a rota em desespero
e me detive na curva da estrada

Dei tudo a todos e nada recebi
Por caminhos de mágoa me perdi
Vivi assim, a vida, amargurada.

Dei tudo a todos e não recebi nada
Nada tenho da vida, nada quero,
Sou irmã da saudade, abandonada.

Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro, 2005 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bilhete de Identidade

(Ilustração de Maria Helena Amaro)



Sou filha da terra, do céu e do mar
nasci numa ilha chamada tristeza
Vesti-me de rosas, de sol e luar,
Pintei e ternura, amei a beleza
Sou filha da terra, do céu e do vento
brinquei na espuma da onda do mar
Fiz da minha voz um grito, um lamento
Aprendi com a chuva a rir, a cantar.
Ergui os castelos na areia da praia
Com algas castanhas fiz os penteados
Molhei os meus pés, molhei minha saia
Espreitei sereias, barras naufragadas.
Sou filha da terra, do céu, da maré
Enchi minhas mãos de espuma do mar
Enchi-as de lágrimas de estrelas, de areia
Enchi-as de sonhos que vi destroçar

Se fui já não sei; se sei já não sou
procuro uma praia onde naufragar
Sou filha da terra, do céu e do mar
e no mar que acarinho me perco, me vou.  



Maria Helena Amaro
Inédito, abril, 2005

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Canto I

(Fotografia de António Sequeira)


De tanto cantar nortada
de tanto chorar a vida
Pus a traineira encalhada
na doca da despedida.

Na doca da despedida
vou ensaiando o adeus
hoje, amanhã, sem guarida,
vou matando os sonhos meus.

Vou matando os sonhos meus
em caminhos tão diversos
à espera que os olhos teus
deem valor aos meus versos.

Deem valor aos meus versos
lancem meus versos ao mar
Mas os teus olhos travessos
Nem sequer sabem olhar.

Maria Helena Amaro
Inédito, novembro 2004. 


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Solidão III


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

É nesta solidão que eu me encontro
e ponho nome às coisas e ruídos
pelo cheiro
pelo som
pela forma
e encho os meus sentidos.

É nesta solidão que eu me encontro
que recordo os tempos que passaram
Não lhe chamo Saudade
pois todos os dias estão comigo
e ficam comigo
toda a tarde...

É nesta solidão que eu me encontro
e rezo o meu rosário
e ofereço cada conta
por alguém que partiu e não voltou
Descubro assim quem sou
donde venho, onde estou,
para onde vou
e não vou caminhar
em sentido contrário...

É nesta solidão que eu me encontro
escrevo e sonho
e me sei descobrir...

Solidão tão povoada
tão colorida tão doce tão fagueira
é nela, que me encontro
neste silêncio e luz que não comprei
mas que herdei
e cultivei
que recebi e dei
a vida inteira!

Maria Helena Amaro
Inédito, 2/11/2004

   

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vida III

(Fotografia de António Sequeira)

Nascida e criada
na terra do vento
fiz-me menina a escutar o mar
fiz-me mulher a ouvir a nortada
fiz-me senhora a namorar
o mar...
Terra do vento Norte
dos ais e dos lamentos
Senhora da Saúde
Senhora da Soledade
Senhora do Mar dos navegantes
Senhora dos Aflitos
Tanta dor! Tanto choro! Tantos gritos!

E o mar bailava ao sabor dos vento...
E eu crescia entre a Paz e o Tormento.

Fiz-me senhora a ensinar meninos
de olhos cor do mar
filhos de pescadores e mareantes
filhos da água, da terra e da maré...
Filhos da maresia e da tormenta.

Nascida e criada na terra do vento
enchi meu coração de água salgada...

Fui pela vida com o mar no meu peito
e assim fiquei marina deste jeito
nua e perdida
na praia deserta...

Ai se o mar voltasse a ser quem era
lá ia eu de novo marear
lá ia eu escutar a nortada
lá ia eu a namorar o mar...

Lá ia eu... Lá ia eu... Lá ia eu...
sem barco e sem remos
em caminhos perdidos
mas com o som da nortada
a chamar, a gritar
nos meus sentidos!

Maria Helena Amaro
Inédito, Esposende, outubro 2004

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Última viagem

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Quando te fores embora
não me deixes ficar
leva-me contigo na viagem
leva-me contigo
não me deixes ficar
faz de mim a bagagem

Quando te fores embora
não me deixes ficar
abandonada e só
na minha carruagem
leva-me contigo
leva-me contigo
aqui não há paragem

Leva-me contigo...
Se andamos toda a vida
de mão dada
sentados lado a lado
adorando a paisagem
agora
se soar a partida
leva-me contigo
não me deixes ficar
Amor da minha vida.

Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2004